| Revista do CLUBE DOS OFICIAIS DA MARINHA MERCANTE |
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Nº 57/58 |
Maio/Junho 2004 |
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EDITORIAL
SERÁ QUE A EMSA DESPERTARÁ PORTUGAL PARA O MAR?
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Lisboa acolhe a Agência Europeia para a Segurança Marítima (EMSA – European Maritime Safety Agency) o que, no universo marítimo, dará uma mais valia a Portugal; mas será suficiente para que a indústria marítima recupere do seu défice para com os parceiros comunitários? Não obstante estas dúvidas, os parceiros sociais esperam do governo uma maior atenção para os assuntos do Mar, nos quais, o comércio marítimo é uma componente económica nacional |
| Com este novo enfoque nas coisas do Mar, estaremos mais perto das decisões no âmbito da segurança marítima, mas não há qualquer reacção do governo que aponte para uma política sustentada dosMares, esquecendo-se de que o Atlântico é uma mais valia para Portugal, em que as ligações oceânicas com a UE são um potencial investimento para os transportes marítimos nacionais. A Associação Portuguesa de Armadores tem mostrado interesse em ter representatividade na Comissão Europeia, lamentando, contudo, que aquela instituição esteja mais virada para a componente científica e de investigação tecnológica, do que para a regulamentação e incentivação do comércio marítimo; ao mesmo tempo que solicitam ao governo novas medidas incrementivas, de modo a colocar Portugal em pé de igualdade com os seus parceiros Europeus. Os armadores portugueses não compreendem porque o governo português não cria incentivos fiscais para a Marinha Mercante, à semelhança dos seus parceiros europeu, em vez de apostar em subsídios que só desencoraja o investimento em navios – veja-se o que se passou com a SOPONATA e o que está em vias de acontecer à SACOR MARÌTIMA –. A localização da EMSA em Lisboa, aliado ao caso do “Prestige”, reacendeu o debate da segurança marítima em Portugal, tendo resultado na admissão do nosso País no Conselho da IMO. A inclusão de Portugal naquele Conselho surge na tentativa da criação dum corredor Atlântico, corredor esse que partindo das águas norueguesas, terminaria no limite Sul da costa portuguesa; esquema este que deverá estar concluído antes da implementação do sistema de VTS costeiro nacional e do AIS. A comunidade marítima nacional ambiciona pelo retorno histórico ao Portugal Atlântico porque, “se não ressuscitarmos a nossa identidade atlântica ... então, não passaremos de uma região espanhola”. |
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Director: Daniel C. de Spínola Pitta |
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Colaboraram neste número: A. Fontes/Álvaro Cúria/A. Campos Ferreira/Luís F. M. Calda |
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Os artigos assinados expressam a opinião do autor, não necessariamente a posição da Direcção |